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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A escola numa perspectiva histórica.

Pensar a escola atual requer voltar um pouco no tempo histórico e compreender a forma e as finalidades para a qual fora destinada. Como base teórica para o trabalho realizamos as leituras dos textos "A maquinaria escolar" e "(Des)encantos da modernidade pedagógica" que de modo bastante denso e detalhado nos remeteu aos meados dos séculos XVI a XX tempo este que foi da concepção da ideia de criança até a constituição de escolas públicas no Brasil república.
O texto Maquinarias nos mostra que a partir do século XVI se configuraram, mediante a realidade social, novas concepções a respeito da infância e suas nuances assim como, se instituíram as funções sociais escolares com perspectivas diferentes para meninos e meninas de diferentes status sociais.
Os tipos de infâncias eram produzidas a partir do tipo de educação dadas, a infância elitizada também possuía um ensino privilegiado conservando valores, privilégios e perpetuação do “status quo”.
As crianças “menos favorecidas” por sua vez eram civilizadas e preparadas para serem e terem corpos e mentes doutrinados a servirem e se encaixarem na sociedade através do trabalho.
No texto Desencantos percebemos que com o advento da República e num espírito de renovação e crescimento social, escolar e demográfico as funções sociais da escola se mantiveram os mesmos nos quesitos de cuidados com a saúde, higiene e preparação para a sociedade. Mantém-se inicialmente a visão segregada de formação para pobre, negros e marginalizados de um modo geral que eram atendidos em casas escolas.
A escola primária revelava não só os problemas urbanos como também a tensão entre os poderes públicos e privados que se dava mediante a formação do próprio Estado, e das extensões dos serviços que prestaria a sociedade.
Gradativamente as escolas passam do vínculo familiar, doméstico, religioso e do campo passando a serem integrados a redes escolares mantidas pelos Governos Municipais.
Essas mudanças foram para além de uma concepção de educação Ideal e passou pelo a exigir mudanças estruturais, mais prédios, material didático, etc almejando nos meados dos anos 10 a 30 um espírito moderno de educação.
Um aspecto que há em comum nos dois textos é a questão do cuidado com a higiene, sendo que fora nomeado nestas mesmas décadas citadas acima pelotões de saúde responsáveis por manter a vigilância sanitária escolar e adotando medidas de controle de saúde para as crianças e a extensão de seus lares.

Percebe-se que muitos fatores desta construção da identidade escolar se evidenciam ainda, nos dias de hoje com a influência do Estado através de programas educacionais e sociais que vinculam a permanência na escola e a adesão de um acompanhamento de saúde como parte destes programas.

domingo, 8 de novembro de 2015

Maquinaria escolar

Pensar  a escola atual requer voltar um pouco no tempo e compreender a forma como a sua finalidade fora inicialmente projetada.
No texto "A Maquinaria escolar"de Julia Varela e Fernando Alvarez os autores afirmam que " a escola nem sempre existiu; daí a necessidade de determinar suas condições históricas de existência no interior de nossa formação social.
A partir do século XVI se configuram , mediante a realidade social, novas concepções a respeito da infância suas nuances assim como, se institui as funções sociais escolares com perspectivas diversas para meninos e meninas  de classes sociais diferentes.
Os tipos de infâncias eram produzidas a partir deste tipo de educação dada a cada camada social.
A infância elitizada também possuía um ensino privilegiado conservando valores, privilégios e perpetuação do "status quo".
As crianças menos favorecidas por sua vez eram civilizadas e preparadas para serem corpos e mentes doutrinados a servirem e se encaixarem socialmente através do trabalho.
Gradativamente Igreja-Escola-Estado vão se reconfigurando no sentido de duas atribuições.