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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Questões étnicas nos livros infantis.








Quando vemos livros infantis nos deparamos com um olhar diferenciado sobre a literatura em especial em relação a abordagem da literatura afro.

Na interdisciplina de Infâncias de 0 a 10 observamos o espaço da crianças e as infâncias produzidas pela Pós -modernidade.

A maioria dos livros infantis em que personagens negros aparecem, em sua maioria possuem três enfoques: Um que apresenta o racismo tal como ele acontece, com personagens negros desfavorecidos e descriminados; Outro que coloca a questão racial em um pano de fundo e traz a tona outros conflitos e um terceiro que busca trazer ensinamentos em relação a igualdade e a importância da pluralidade cultural.

Observei o Livro Bruna e a galinha dAngola que se remete a cultura africana através dos personagens negros e abordando a temática a respeito da cultura africana, animais lendas, pinturas e tecidos.

è muito interessante agora ter este outro olhar que pode nos ajudar a selecionar melhor que tipo de literatura ou, intencionalidade temos ao apresentar e abordar os temas de cultura/raça.

Um olhar sobre as aprendizagens do semestre.



A cada semestre minha visão sobre a educação vai se modificando e ampliando os saberes sobre todos os âmbitos educacionais. Pensava a educação muito sob o ponto de vista do senso comum, as vivências sempre sobrepunham a pesquisa científica e as disciplinas abordadas a cada semestre além de se complementarem, nos fundamentam teoricamente para que, possamos sair um pouco do conhecimento superficial e passemos a um olhar mais especializado.
Alguns pontos que me fazem pensar desta forma giram em torno dos temas de alfabetização, brincar e as infâncias pós-modernas. Sempre tive um viés mais lúdico nas minhas práticas, mas sem ter uma sustentação teórica, fazia mais por instinto e pelas evidências práticas no cotidiano escolar que, sempre obtive um resultado muito bom investindo tempo para “o brincar”, e o entendimento global das crianças de seis e sete anos, que não poderiam ser vistas somente pelo ponto de vista cognitivo, mas, em toda a bagagem que ela carrega. Mesmo não estando em sala de aula percebi minha prática como alfabetizadora e as questões que preciso me aperfeiçoar. Ensinar uma criança a ler não é um exercício mecânico, mas envolve conhecimento integral deste aluno; fatores sociais, emocionais, neurológicos estão cotidianamente interferindo neste processo.
Outro fato interessante é o de ser uma aluna PEAD o que nos coloca em uma situação de dedicação plena aos estudos, caso contrário não seria possível fazer parte deste programa. Sempre menciono que em um ano de estudos no PEAD foram mais válidos do que os demais anos de aula presencial que já tive a oportunidade de fazer.
Tempo, comprometimento, dedicação, dizer NÃO, e todas as demais aptidões necessárias estão, não só a mim, mas também, a todos os colegas de curso nos colocando como alunos e profissionais muito mais qualificados. Penso ser impossível não aprender com os professores, tutores e demais colegas já que estamos constantemente trocando ideias e também nos auxiliando mutuamente.
Estamos separados fisicamente, mas a interatividade é constante no meu caso, em especial com os tutores que procuraram sempre me orientar e avaliar especificamente a minha situação em função da licença saúde.


domingo, 29 de novembro de 2015

A importância do brincar na escola!




O brincar emana na natureza humana em especial na fase mais intensa e plena que é a infância.
Ao brincar a criança vive quem ela realmente é e percebe-se que sua subjetividade se torna materializada no brincar, pois o seu inconsciente vem à tona no ato da representação e da imaginação.
O corpo se encontra com a psique e ela está ali inteira!

Na minha infância me recordo que fora muito livre uma vez que a rua, o bairro e arredores eram nosso cenário. Podíamos nos perder no tempo pelas ruas e nas árvores subir para nos escondermos.
Sabíamos que a brincadeira estava no fim quando ao escurecer minha mãe subia no terraço de casa e gritava pelo meu nome!
Enfim minha infância foi muito plena, havia muita criatividade ao produzirmos os nossos próprios brinquedos e inventar as brincadeiras que diferentemente de hoje em dia eram menos estereotipadas, não se referiam muito a personagens Disney.

Havia uma praça e nela árvores, um cano de pedra no qual subíamos e também dentro dele pensávamos a próxima brincadeira. Esta mesma praça hoje mostra um pouco da nossa realidade: as famílias tem menos filhos e esses filhos nunca vão para a rua e esta praça já não recebe visitantes porque também nela já não encontramos mais brinquedos e muito menos o tal túnel de pedra.

Eu pensamos que éramos mais imaginativos...e também percebo que atualmente as escolas estão percorrendo o caminho de volta e procurando reencontrar o brincar para esta nova infância que se apresenta.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

AS CRIANÇAS NA MÍDIA.


Pensando nas imagens de crianças que aparecem na mídia me deparei com esta imagem que vem bem a contemplar a realidade de milhares de crianças que estão sendo veiculadas na mídia.

Poderia escrever sobre o consumismo infantil, ou até mesmo sobre a adultização da infância mas, prefiro me ater ao poder e a comoção que uma criança causa na mídia a partir de uma imagem que mostra a negação da felicidade em uma época cronológica em que ela deveria estar desfrutando de uma infância feliz e desprovida de dor e sofrimento.
A imagem que utilizei é do fotógrafo Christian Als Dinamarca  que obteve uma menção honrosa pela UNICEF foto intitulada "Infância em ruínas". Mostra menino chamado Abdel seis anos durante a guerra que durante 22 dias o exército israelense lutou contra o Hamas na Faixa de Gaza no início de 2009. Durante os ataques aéreos mataram cerca de 1.400 pessoas.
As crianças podem ser alvo tanto do mercado publicitário pois sabem que influenciam a decisão dos pais na compra de produtos, quanto podem ser alvo dos conflitos produzidos pelos adultos que não as poupam de tais sofrimentos. 
As crianças de toda forma são ALVOS... isso mostra, assim como nos diz Calligari  "As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos"
A entrada na vida adulta faz muitos de nós colocarmos a nossa vivência infantil em alguma caixinha remota de nossas memórias!