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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sugestões de Jogos para os diferentes estádios do desenvolvimento.



Na Interdisciplina de Ludicidade refletimos sobre o Jogo nos diferentes estágios do desenvolvimento humano, a partir das atividades teóricas e práticas do JOGOEDU, realizamos uma análise dos possíveis jogos a seres desenvolvidos.( http://nuted.ufrgs.br/oa/JogoEdu/inicio_novo.html)
Segue as minhas sugestões de trabalho: 
Período Sensório-motor (0 a 2 anos)
Período sensório-motor - É o período da vida do ser humano compreendido mais ou menos, entre o nascimento e os dois anos de idade. Caracteriza-se pela atividade essencialmente prática, através da qual a criança assimila o universo que a rodeia e constrói esquemas que a permitirão coordenar suas ações.
Nesta fase de descobertas do corpo e de si mesmo através do outro a criança poderá ser estimulada a brincar de esconde-esconde utilizando paninhos.
O adulto coloca a fraldinha no rosto da criança e ela pensa que está totalmente escondida fazendo assim os movimentos de aparecer e desaparecer.

Período pré-operatório (2 a 7 anos)
Período pré-operatório - (2 – 7/8 anos). É nesta fase que surge, na criança, a capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação. A criança desenvolve a capacidade simbólica; "já não depende unicamente de suas sensações, de seus movimentos, mas já distingue um significador (imagem, palavra ou símbolo) daquilo que ele significa (o objeto ausente), o significado".
Sugere-se nesta fase do desenvolvimento que façamos jogos cooperativos como, por exemplo: Jogo de boliche com quantidades e numerais.
No primeiro momento são construídas as garrafas de refrigerante colocando dentro delas quantidades de bolitas correspondentes à numeração colocada na garrafa.
Depois de construído os materiais vamos brincando construindo as regras de acordo com o entendimento de cada faixa etária.

Período Operatório concreto (7 a 11 anos)
Período operatório-concreto - As estruturas dos estágios anteriores tornam-se móveis e reversíveis, ou seja, a criança demonstra em suas ações a noção de conservação do todo, independentemente do arranjo de suas partes.
Jogos de regras já podem ser inseridos nesta faixa etária podendo ser dado como exemplo o vôlei de lençol em que as crianças divididas em duas equipes são separadas em lados opostos divididos por uma corda.
Para que a bola passe de um lado a outro da quadra usa-se um lençol, que ao ser inserida nele a bola de vôlei é lançada com o lençol para a outra quadra. O time adversário deve aparar a bola também com o seu lençol.

Período Operatório formal:
Período operatório formal - Nesse estágio as operações mentais já são demonstradas a partir dos elementos verbais e não há necessidade da ação direta sobre o objeto de estudo, ou seja, o sujeito não precisa manipular o objeto para compreendê-lo. A característica mais marcante desse estágio é a capacidade de formular hipótese, raciocinar sobre proposições verbais verificadas pela constatação concreta e atual.
Nesta fase os jogos de tabuleiros são bem aceitos e sugiro também o jogo de detetive que pode distribuir através de sorteio de fichas que tem os personagens detetive, assassino e vítimas.
Com um piscar de olhos o assassino mata as vítimas e o adversário precisa descobrir qual dos alunos é o matador.


NA ESCOLA SE BRINCA OU SE APRENDE?


Ter um filho pressupõe enchermos este novo ser dos nossos melhores sentimentos e expectativas em relação ao seu futuro.
Queremos que ele se torne um adulto feliz e capaz de se inserir no mercado de trabalho... desejos muito nobres que exigem um processo para se alcançar.
No início da vida dos nossos filhos já estamos os preparando pra vida, pois, através dos pais e dos familiares os bebês vão conhecendo o mundo que o cerca a partir desta pequena sociedade chamada família.
A mãe acolhe o bebe e o enche de carinho e afeto e já começando a ensinar as primeiras regras da vida. Brincadeiras de aviãozinho ao comer, experiências ao dar banho, os bichinhos de borracha que vão à banheira.
Nos primeiros anos de vida a interação com a família em geral é muito lúdica e quando a criança cresce e necessita ir para a escola muitos pais e familiares pensam que neste espaço escolar é lugar de coisas sérias, lugar de se dedicar aos estudos escolares.
Crianças na escola precisam ocupar o seu tempo com coisas importantes! Esta não é mais uma frase qualquer, mas algo comum a muitos pais que criam expectativas em relação a aprendizagem de seus filhos.
Em média as crianças passam 4 horas na escola e nem sempre este tempo destinado ao desenvolvimento infantil é bem entendido. Existe uma exigência de parte da sociedade de que este tempo da infância precisa ser bem vivido e que é na escola, talvez, o único espaço realmente lúdico que as crianças de nosso tempo possuem atualmente.
Brincar nos remete aquilo que existe de mais íntimo em nós mesmos que está no nosso íntimo.
Brincar é algo muito sério, pois permite que a criança cresça com segurança já que na brincadeira ela reproduz o que vê no mundo “de verdade” e o prepara para enfrentar situações reais.
Alguns pais tem a dificuldade de perceber nas propostas pedagógicas das escolas que o tempo destinado ao lúdico não é tempo desperdiçado, mas sim, tempo bem vivido, uma forma de armazenamento de criatividade, curiosidade, autoconfiança e uma memória afetiva positiva.
 Essas experiências passam a ser fonte de aprendizado e estímulo para outras buscas de conhecimento, porque a criança começa desde muito cedo a mergulhar no universo da brincadeira, da fantasia e do faz de conta.
“o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento. Sob forma condensada, sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento” (VYGOTSKY, 1998, p. 34).
Uma parceria de confiança deveria se estabelecer entre pais e escola para que ambos lutassem juntos pelo tempo de brincar que é rico e cheio de significados.
Quando seu filho chegar em casa e você lhe perguntar o que fez na escola e ele lhe disser só brinquei; lembre-se ele não só brincou como se preparou para o futuro.

RFERÊNCIAS:
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0369.html

Brincar é essência de vida

Este semestre está repleto de poesia e de atividades lúdicas que nos permitem retomar a nossa essência pessoal antes de nos perguntarmos afinal o que se deve ensinar aos alunos.
Penso que fora uma escolha pertinente de colocar estas disciplinas antes das exatas para que possamos perceber o quanto são fundamentais para o desenvolvimento humano.
A poesia, o brincar o cantar: toda essa ludicidade nos forja de essência de vida... E que pena que vamos perdendo muito disso tudo ao longo do nosso crescimento, vamos dando lugar a coisas mais importantes e disciplinas que são prioridade por serem as mais relevantes.
Já ouvi falar em uma das turmas que atuei a seguinte frase: “Vamos dar mais atenção ao que de fato esses alunos mais precisam: matemática e português”.

Vamos brincar mais, cantar mais, jogar mais, ser feliz por mais tempo para que os alunos compreendam o significado da vida e possam ver assim sentido em estudar e aprender as demais matérias.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Ludicidade.

Na primeira aula de Ludicidade, percebi que a criança, o brincar fazem um diálogo com o meio ambiente.
O corpo dialoga com o movimento da brincadeira.
Poder brincar entre tantos aspectos, nos sinaliza saúde deste sujeito brincante.
O que está acontecendo quando a criança brinca? O professor tem A função de afinar o olhar sobre o brincar e ver além do ato.
A psicanálise diz que no brincar a criança transforma uma situação negativa em positiva através do brincar.
Melanie Klein diz que a criança ao brincar organiza o que dentro dela traz sofrimento. Aprende a organizar o seu mundo externo.
Piaget nos mostra como um esquema se torna lúdico através das fases do desenvolvimento.
O brincar nos remete a adultos com estratégias.
O lúdico não está somente no brincar mas também nas estratégias e pensamentos sobre algo tanto pensar o que deu certo quanto o que não deu certo.
Ser um pesquisador sobre o brincar: eis um grande desafio.