Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Preconceito diante das deficiências

A falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada uma doença crônica, um peso ou um problema. O estigma da deficiência é grave, transformando as pessoas cegas, surdas e com deficiências mentais ou físicas em seres incapazes, indefesos, sem direitos, sempre deixados para o segundo lugar na ordem das coisas. É necessário muito esforço para superar este estigma.
Essa situação se intensifica junto aos mais carentes, pois a falta de recursos econômicos diminui as chances de um atendimento de qualidade. Tem-se aí um agravante: o potencial e as habilidades dessas pessoas são pouco valorizados nas suas comunidades de origem, que, obviamente, possuem pouco esclarecimento a respeito das deficiências. Onde estão as causas da exclusão dessas pessoas no Brasil?
No plano de governo, o que se vê são programas, propostas, projetos, leis e decretos com lindas e sonoras siglas, que ficam, na maioria das vezes, só no papel. Programas similares e simultâneos são lançados em duas ou três pastas, sem que haja integração de objetivos e metas entre eles.
Muitas vezes acontecem ações paralelas entre o governo e a iniciativa privada, que ficam desintegradas, superpostas, sem consistência e dirigidas a pequenos grupos, gastando verbas sem mudar o quadro de exclusão existente.
Essas ações não são permanentes, pois a cada mudança de governo são interrompidas, esvaziadas, perdendo a continuidade e a abrangência, sendo que outras aparecem em seus lugares para "fixar" a plataforma de quem está no poder.
Nos estados e municípios, não existe uma política efetiva de inclusão que viabilize planos integrados de urbanização, de acessibilidade, de saúde, educação, esporte, cultura, com metas e ações convergindo para a obtenção de um mesmo objetivo: resguardar o direito dos portadores de deficiência.
As dificuldades são imensas para sensibilizar executivos de empresas privadas, técnicos de órgãos públicos e educadores sobre essa questão. Um sentimento de omissão aparece, consciente ou inconscientemente, em técnicos, executivos e burocratas, quando necessitam decidir sobre o atendimento às necessidades dos portadores de deficiência.

domingo, 17 de setembro de 2017

O folclore e a literatura no processo de aceitação ao diferente.


Penso que o olhar para as diferenças necessita ser bem desenvolvido dentro da sala de aula para que as crianças despertem o olhar importante das diferenças.
Olhar o outro ou algum objeto e vê-lo como diferente mas de igual importância é de extremamente importante no caminho de rompimento de padrões estéticos pré-determinados pela cultura opressora e dominante que vivemos.
Através da literatura e do personagem Saci Pererê fizemos em aula uma reflexão sobre como víamos o saci e de que forma o olhar das crianças se referia a estética do personagem, negro e deficiente.
No início os alunos não falavam sobre estas diferenças e à medida que a conversa foi se desenrolando foi possível percebermos que as crianças falaram sobre as características deles e faziam relações com outras pessoas e personagens.
Foi interessante a conversa e abriu precedentes para outros momentos de reflexão sobre a importância das diferenças em nossas vidas.