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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Para onde se encaminha a alfabetização no Brasil?


Entramos no ano de 2019 com inúmeras incertezas no país com a troca do governo, e em especial, no campo da educação nos parece que a falta de clareza e de conhecimento é imensa, beirando a ignorância.
A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas.
Aqui mesmo no blog mencionei como fora a minha alfabetização e o tempo em que as frases e livros/cartilha eram os principais recursos utilizados pelas professoras.  
Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. 
Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser. 
Vemos que o governo vigente não tem a preocupação em ter em sua equipe pessoas capacitadas e que se dediquem ao estudo desta temática, para além das birras políticas, se faz necessário valorizar os pesquisadores brasileiros como por exemplo, Magda Soares, que há dezenas de anos nos apresenta estudos substanciais sobre o assunto.
Que nós professores possamos resistir, nos aperfeiçoar e lutar para que dentro de nossas salas de aula possamos continuar a vivenciar a alfabetização e o letramento, evidenciando que a partir disso, as crianças se tornem sujeitos livres para verem e compreenderem o mundo à luz de seus próprios olhos. 
 

domingo, 15 de abril de 2018

A importância de uma rotina alfabetizadora.


O despertar da alfabetização é um processo árduo tanto no que diz respeito ao esforço e atividades cerebrais que a criança passa quanto pelas estratégias de ensino que são adotadas pelos professores.
A linguagem escrita e falada requer uma apropriação de um código linguístico não natural, necessitando de intervenções externas que dêem sentido a uma comunicação que será​ comum em um determinado lugar.
Percebo nesta caminhada a importância de atividades fixas de sala de aula que propiciem uma sistematização de ações alfabetizadoras.
Neste caso esta rotina lúdica pode se tornar fundamental na aquisição do sistema de língua escrita.
Ler o alfabeto, jogos de bingo, memória, chamada do nome do aluno, letra inicial do próprio nome, são ações iniciais que podem fazer parte desta rotina alfabetizadora.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Reflexão sobre a alfabetização.





Reflexões sobre a alfabetização.


1)      Relação com o processo de alfabetização:
Sou professora há 18 anos e nos últimos 4 anos tenho desenvolvido um trabalho com turmas de 1ºs anos, ou seja tenho me descoberto enquanto alfabetizadora ao longo deste processo.
Ser alfabetizadora é amar uma rotina que envolve processos que se repetem, mas que ao mesmo tempo, são novos devido ao tempo de alfabetização de cada criança.
As aulas nunca são iguais, pois mesmo diante de uma mesma proposta os alunos em níveis diferentes de alfabetização interagem de formas diferenciadas.
2)      Referencial teórico:
Jean Piaget, Emília Ferreiro, Magda Soares, Ana Teberosky são alguns dos principais referenciais teóricos que eu utilizo.
3)      Como organizo o cotidiano das crianças/ rotina?
A rotina das minhas turmas são apresentadas/construídas com os alunos no período de adaptação e incluem:
·        leitura do alfabeto;
·        leitura dos sons das letras;
·        Expressão oral através de contação de histórias ou relatos de vivencias no lar;
·        Registro em desenhos e/ou com o uso de palavras atividades de observação ou pesquisas variadas. Nestes momentos os que já estão em uma escrita mais avançada podem ser o escriba de um pequeno grupo.
4)      Como problematizo?
Como utilizo como método projetos de pesquisa penso que a problematização é instigada ao longo do processo de aprendizagem.
Tanto os trabalhos com os projetos quanto as intervenções na escrita se dão naturalmente uma vez que se torna habitual as perguntas e as reflexões que ocorrem na relação alunoxprofessor.

5)      Como faz o diagnóstico da turma?
Faço o diagnóstico através da observação da relação e interação das crianças com o grupo e também individualmente através dos testes de níveis.
6)      Como faz a intervenção?
Acontece individualmente, mas também em grande grupo dando orientações gerais, pois sempre tem alunos mais autônomos que nestes momentos vão realizando com mais independência as tarefas.
7)      Utilizo muitas folhas e jogos?
Utilizo pelo menos uma folha por dia uma vez que a escola que atuo permite e nos oferece este recurso.
Os jogos estão presentes pelo menos três dias na semana para que possam explorar não somente jogos de cunho do processo de alfabetização, mas também que explorem raciocínio lógico.
8)      Como a leitura está presente no cotidiano?
Temos diariamente um tempo de leitura onde os alunos tem acesso a livros, gibis, revistas “Recreio”, “Picolé”, entre outros.
Lemos com as letras, mas também com as imagens observadas.
Amam escutar a história lida pela professora e são assíduos visitantes da biblioteca escolar.
9)      A professora compreende a relação pensamento e a linguagem:
“Uma palavra que não representa uma ideia é uma coisa morta, da mesma forma que uma ideia não incorporada em palavras não passa de uma sombra.” Vigotsky
A interação social dos alunos e a aquisição da linguagem escrita reflete a sua maturidade interna e seus pensamentos que com o tempo se tornarão escritos a partir do momento em que se encontrarem alfabetizados.





domingo, 8 de novembro de 2015

Emília Ferreiro e a alfabetização


A ideia de ambientes alfabetizadores tinha pra mim outro sentido , e através da Interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, e os textos nela estudados, vieram a melhor me esclarecer. Muito mais do que palavras e listas de coisas espalhados pela sala o ambiente deve propiciar a interação e a vontade do aluno em conhecer e ampliar os seus conhecimentos.
Investigar a pré-história da escrita do aluno nos faz perceber que ele já possuía
uma forma de expressão que não era a da linguagem convencional mas era já uma forma de expressão.
A partir de textos e reflexões a partir de Emília Ferreiro, observei algo muito importante para mim que atuo na periferia: é a questão que alunos ricos e pobres são igualmente inteligentes e capazes porém eles dominam conhecimentos diferentes. Entender este conceito nos possibilita compreender melhor e não subjugar as culturas diferentes.