segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Rumo ao TCC


Encerro esta etapa de estágio confirmando minha vocação e a certeza de que os anseios da minha juventude de lutar por um mundo melhor estão latentes em mim.
Acredito na educação, na escola de qualidade para todos os cidadãos; lutarei pela escola pública de qualidade, e por um estado laico em que todos possam ser protagonistas de suas histórias, a partir de suas escolhas. Não me comparando, mas sim me inspirando na vida e experiências de Paulo Freire, penso que o desenvolvimento da cidadania se desenvolve à medida da construção do pensamento crítico e do entendimento de sociedade que se tem, mesmo que sejam crianças; elas comunicam um modus operandis do seu grupo social sendo assim:
“A cultura de massas socializa as pessoas para se policiarem contra sua própria liberdade. Portanto, era compreensível que algumas classes rejeitassem o convite libertador que eu lhes fazia. O que fazemos em classe não é um momento isolado, separado do mundo “real”. Está totalmente vinculado ao mundo real, e este mundo real é que constitui o poder e os limites de qualquer curso crítico. Talvez eu devesse dizer também que as habilidades para a transformação distribuem-se de forma desigual. Se me apresento diante de uma nova classe, não posso supor que essa classe repita o desenvolvimento ou a transição da classe anterior. Nem que repita a resistência à transformação da classe que a precedeu. Tenho que redescobrir a distância que esse novo grupo pode percorrer.
Se em minha sala de aula (da periferia ou não), eu puder contribuir desta forma com a sociedade e replicar em outros estes mesmos anseio já terá cumprido meu papel político como professor.

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